7 coisas que seu chefe deve saber sobre UX

Dar ao seu cliente, seus usuários ou seu chefe uma ideia melhor do que o UX envolve e exige pode tornar seu projeto mais bem-sucedido.
Trabalhando na área de experiência do usuário por muito tempo, eu tinha muitas conversas com diferentes executivos. Na maioria das vezes, esses executivos sabiam soletrar UX, mas não sabiam muito sobre isso. Há muitos equívocos que precisam ser corrigidos e, embora às vezes seja frustrante, aprecio ter a oportunidade de educar esses principais tomadores de decisão sobre essa disciplina e como ela funciona.
Aqui estão sete tópicos de conversa que surgiram ao conversar com gerentes de UX. Tudo vale a pena apontar para o seu chefe – especialmente se você é um consultor de UX e seu chefe é seu cliente:
1 – UX é repetitivo "O que está demorando tanto?" um CFO impaciente uma vez me perguntou. Ele esperava que o design do aplicativo que minha equipe estava criando fosse feito de acordo com a abordagem “primeira vez certo – tudo certo da primeira vez”; a ideia de que temos ciclos de recorrência o desconcertou. Tive que explicar a ele que o processo que seguimos é repetitivo e que temos que refinar o projeto até atingir o nível certo de qualidade. Ele resistiu à ideia, mas os resultados o convenceram de que essa repetição produz resultados.
2 – A pesquisa do usuário é vital “Já discutimos com nossos usuários, por que você quer conhecê-los? um gerente de projeto questionou este pedido. Tivemos que explicar a ele que um projeto de UX que vale a pena requer uma compreensão completa do que as pessoas pensam e sentem sobre isso, então não podemos simplesmente usar a pesquisa de mercado. Ter conversas individuais com os clientes nos permite construir personas. Esses personagens (personas) representam o que aprendemos sobre os usuários e nos dão “diretrizes” que nos permitem alinhar nosso projeto com as expectativas dos usuários. O gerente de projeto finalmente aceitou os resultados, com relutância.
3- Não existe um “processo UX” padrão Alguns gerentes são muito focados no processo e querem ver um processo de UX do tipo 6 Sigma aprovado por um conselho de especialistas em UX. No entanto, embora o UX seja uma disciplina madura que tenha muitos processos definidos diferentes, ainda é muito flexível. Mais do que um processo formalizado, o UX reúne uma série de táticas e abordagens. Muitas equipes de design e consultoria formalizaram o processo que usam, mas não há um único processo de UX que todos usem. O que na minha opinião é uma coisa boa. Isso nos permite resolver problemas específicos de negócios e usuários com um conjunto flexível de ferramentas, permitindo-nos usar a ferramenta certa para o problema certo.
4- UX não é UI Especificamente, UX não é apenas a interface do usuário. Muitos executivos que conheci pensam que UX tem tudo a ver com design de tela. Não é verdade. E, na realidade, à medida que avançamos cada vez mais para um mundo de objetos conectados, o design da experiência do usuário será menos sobre telas e muito mais sobre como diferentes sistemas e processos interagem uns com os outros. Especialidades de UX em expansão, como design de serviço e estratégia de conteúdo (mais focadas em design de processo e conteúdo do que na criação de UI) estão liderando o caminho.
Mesmo se você estiver projetando um aplicativo ou site, há muito mais do que apenas projetar e documentar as telas. Pesquisa de usuários, cenários, storyboards e, claro, testes de usabilidade são igualmente importantes.
5 – O teste de usabilidade é extremamente importante “Vocês são especialistas, por que precisam testar os projetos que trazem para nós? Essa foi a pergunta que um palestrante me fez enquanto estávamos planejando nosso trabalho.
Minha resposta foi a seguinte: Mesmo que você confie no projeto que criou, você não é o usuário. Você pode aplicar as melhores práticas, usar os padrões de design corretos e fazer toda a pesquisa necessária, você não saberá como as pessoas reagirão ao design criado até testá-lo.
A melhor maneira de saber se você tem o design certo é deixar o usuário usá-lo e depois deixá-lo dizer como funciona, sem instrução ou demonstração prévia. Se o usuário gostar do produto, você sabe que tem o design certo. »
E essa resposta o convenceu, porque é a verdade.
6 – Ergonomia não é UX (também) “Vocês são os especialistas em ergonomia, digam-nos o que fazer. Às vezes acho que deveria começar uma consultoria chamada "The Ergonomics Experts" de quantas vezes ouço esse comentário. Ergonomia não é UX; isso é importante, mas o domínio do UX é muito mais amplo. Hoje, porque as expectativas dos usuários são maiores, pois eles têm a possibilidade de usar aplicativos mais ergonômicos e fáceis de manusear, a ergonomia tornou-se “o grande problema”, que todas as soluções de UX têm a oferecer.
7 – Unicórnios UX são raros “Por que precisamos de um lead, um designer e um designer gráfico? Não podemos apenas contratar uma pessoa para fazer tudo isso? Certa vez, um líder me fez essa pergunta enquanto olhava um anúncio de emprego criado para minha equipe. Eu respondi que o que ele estava procurando era um UX Unicorn, uma raça excepcional de praticante, raramente encontrada na natureza.
UX é um campo amplo, abrangendo muitas disciplinas diferentes. Embora como o famoso Robert Heinlein, eu acredite que "especialização é para bugs", é incrivelmente difícil se tornar proficiente em todos os níveis de UX. E às vezes, a especialização é útil e necessária.

Conclusão

Aí está, sete coisas que seus chefes devem saber sobre nossa disciplina. Espero que você possa usar esses pontos para apresentar seus superiores ao UX e gerenciar melhor seu relacionamento de subordinação.
 
Tradução do artigo original de Joseph Dickerson por UX-Republic